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19/09/2020 | 07h33min

Projeto pretende resgatar e conservar parte da diversidade genética da erva-mate no RS

O projeto prevê três etapas distintas: resgate, multiplicação e conservação

Projeto tem a finalidade de perpetuar a base genética dos ervais gaúchos. Foto: Fernando Dias / SeapdrProjeto tem a finalidade de perpetuar a base genética dos ervais gaúchos. Foto: Fernando Dias / Seapdr

Um projeto para resgatar, multiplicar e conservar o material genético de erva-mate (Ilex paraguariensis) de árvores matrizes selecionadas nos remanescentes florestais nativos no Rio Grande do Sul começa a ser estruturado como ação do Programa Gaúcho para a Qualidade e a Valorização da Erva-mate. O projeto tem previsão de início ainda neste ano, com intensificação nos cinco polos ervateiros do Estado a partir de 2021.

 

Desenvolvido em parceria com as instituições da cadeia produtiva ervateira, o projeto tem a finalidade de perpetuar para gerações futuras a base genética dos ervais gaúchos, evitando uma perda irrecuperável desses materiais, que até então conseguiram sobreviver e evoluir diante das mudanças no uso da terra e a perda da cobertura de floresta nativa.

 

O projeto prevê três etapas distintas: resgate, multiplicação e conservação. A primeira consiste na identificação de cada árvore doadora do genótipo, a segunda, na coleta e multiplicação do material identificado e a terceira, na conservação em bancos de germoplasma e reintrodução de materiais genéticos resgatados nos locais de origem. Não necessariamente, a seleção do material irá visar melhoramento, mas a preservação da diversidade.

 

Conforme o engenheiro agrônomo e extensionista da Emater/RS-Ascar Ilvandro Barreto de Melo, embora o projeto tenha alcance estadual, a formatação seguirá a estrutura geográfica dos polos ervateiros do RS, com a finalidade de respeitar ao máximo a característica e a distribuição das populações locais da espécie em acordo a cada região ervateira do Estado.

 

Ainda segundo Melo, o projeto "permitirá conservar na linha do tempo, para as futuras gerações, parte da expressiva diversidade genética presente na árvore símbolo do Rio Grande do Sul, que além de economia, é cultura, convivência social, sustentabilidade, identidade e simbolismo do povo sul-americano”.


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