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30/12/2021 | 16h38min

Uso de fogos de artifício barulhentos pode ser denunciado

Tradição de fim de ano vem perdendo força já que é comprovadamente prejudicial

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

Com a chegada do Ano Novo, muitas famílias se preocupam com as consequências de um ritual que ainda persiste: o de soltar fogos de artifício barulhentos. Mas essa tradição tem perdido força desde o final do ano passado, quando o governador Eduardo Leite regulamentou a Lei 15.366 que estabelece multa de até R$ 10 mil para quem soltar fogos com ruído acima de 100 decibéis. (verificação que leva em conta uma distância de cem metros do local de deflagração).

 

Em Santiago, desde 2019, foi aprovado por unanimidade projeto de lei 014/2018, de autoria dos vereadores Tadeu Machado (Progressistas) e  Eva Müller (MDB), que proíbe a queima de fogos de artifício. Apenas os chamados "fogos de vista" estão liberados. Os de estampido não podem ser usados. Conforme os vereadores que propuseram a ideia, o objetivo foi minimizar os problemas causados pelo forte estrondo para pessoas, que podem chegar a ter taquicardia, e a animais, que têm a audição mais sensível que os humanos. Com os estampidos, eles se assustam, querem se esconder, ficam estressados ou até agressivos.

 

Autistas

 

"Para muitos autistas acaba sendo desesperador. Eles ficam em pânico por causa do barulho e a família também sofre junto", confirma Simone Martins Floriano, mãe de uma criança autista. Conforme os estudiosos do Transtorno do Espectro Autista, os estrondos provocados pelos fogos apresentam alterações no processamento sensorial. Devido a hipo ou hipersensibilidade, os estímulos se tornam mais fortes, o que pode gerar uma crise emocional, com duração de horas ou dias.

 

Denúncias por WhatsApp

 

A Polícia Civil possui um WhatsApp para que a população possa denunciar o uso de fogos de artifício com barulho. Pela Lei 15.366, cabe à polícia fiscalizar a utilização. Para denunciar, a população pode escrever para o número: (51) 9.8444-0606.


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