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21/08/2019 | 05h58min

Trump e Maduro confirmam conversações entre os dois países

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, admitiu a existência de contatos entre membros de seu governo e altos funcionários de Washington, confirmando declarações dadas antes pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

 

Trump havia dito ontem a repórteres que seu governo mantém contato com "vários representantes da Venezuela", mas se recusou a confirmar se a Casa Branca estaria conversando com Diosdado Cabello, o presidente da Assembleia Nacional Constituinte venezuelana, considerado o segundo político mais poderoso do país depois de Maduro.

 

O presidente se negou a citar nomes, mas disse que as conversações ocorrem "em nível muito alto". Oficialmente, os EUA não reconhecem o governo de Maduro, alvo de pesadas sanções econômicas impostas por Washington, e apoiam o autoproclamado presidente interino e líder da oposição, Juan Guaidó.

 

"Confirmo que há meses existem contatos de altos funcionários do governo dos EUA, de Donald Trump, e do governo bolivariano que presido, sob minha autorização expressa, direta, vários contatos, vários meios, para tentar regular esse conflito", disse Maduro em discurso em rede nacional.

 

"Isso não é novo, há meses mantemos contatos", afirmou o venezuelano, acrescentando que busca "uma forma para que o presidente Donald Trump escute a Venezuela de verdade".

 

Maduro acusou funcionários da Casa Branca de transmitirem uma imagem distorcida de seu país ao presidente americano. "A ele, vendem uma Venezuela de mentira e, com base nisso, conspiram, ameaçam, agridem, sancionam", afirmou, para justificar os contatos até então secretos entre os dois governos.

 

"Se um dia o presidente Trump quiser conversar seriamente e traçar um plano para regularizar e resolver esse conflito, estaremos sempre preparados para dialogar", disse o líder venezuelano.

 

Os dois chefes de Estado, porém, não mencionaram Guaidó, cujo governo interino é reconhecido por mais de 50 países. Maduro rompeu relações com os EUA depois de o país reconhecer o oposicionista como presidente interino, no fim de janeiro.

 


Agência pública de notícias da Alemanha


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