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19/12/2021 | 13h36min

Técnicos da Saúde emitem nota em defesa da vacinação de crianças

Os membros da Câmara Técnica destacaram que desde o início da pandemia, 301 crianças de 5 a 11 anos morreram por Covid-19

Os membros da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (Ctai-Covid), ligada ao Ministério da Saúde, emitiram, por unanimidade, um parecer favorável ao uso da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos. Na análise, os técnicos destacaram a importância da proteção desta faixa etária, que registrou 6.163 casos e 301 mortes por Covid-19 desde o início da pandemia. 

 

O documento serve para nortear a decisão do Ministério da Saúde na inclusão ou não desse público no Programa Nacional de Imunização (PNI) e vem após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovar o uso do imunizante da Pfizer a partir dos 5 anos de idade. De acordo com a nota divulgada pelo grupo, a decisão tomou como base os dados epidemiológicos nacionais e internacionais sobre o impacto da Covid-19 nas diferentes faixas etárias.

 

Foi considerado "o risco de infecção, transmissão, e agravamento (hospitalização e morte); dados de ensaios clínicos, sobre imunogenicidade, reatogenicidade, segurança e eficácia das vacinas de diferentes fabricantes na população pediátrica em distintos países do mundo, além de informações sobre a segurança desses imunizantes em larga escala", detalham os técnicos. 

 

Os técnicos pressionam o governo para que inclua, com urgência, a vacinação em crianças no plano de imunicação, destacando, ainda, a chegada da variante ômicron, que pode expor crianças ao maior risco de infecção. "Neste contexto epidemiológico, torna-se oportuno e urgente ampliarmos o benefício da vacinação a este grupo etário", diz o parecer.

 

Para reforçar a defesa, a Ctai cita que a Pfizer já é usada neste público em países como Canadá, Estados Unidos, Israel e na União Europeia. "Até o momento, os dados disponibilizados apontam para a manutenção da avaliação favorável à vacinação dessas crianças", afirma, completando que avaliações preliminares realizadas nos EUA demonstram que as reações adversas estão em níveis adequados.

 

"Houve apenas 8 casos de miocardite em mais de 7 milhões de doses administradas (2 casos após a primeira dose e 6 casos após a segunda dose), todos eles classificados como de evolução clínica favorável", menciona a nota. "Ou seja, os benefícios são muito maiores do que os riscos, pilar central de avaliação de qualquer vacina incorporada pelos diversos programas de vacinação, seja no Brasil ou no mundo."


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