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15/04/2020 | 13h34min

Presidente do Centro Empresarial de Santiago divulga número de demissões

Juliano Bernardi, diz que ocorreram mais de 300 demissões nas empresas locais, número este 1,5 vezes superior ao total ocorrido no ano anterior

Foto: Ieda BeltrãoFoto: Ieda Beltrão

O impacto econômico causado pelo coronavírus é preocupante. O presidente do Centro Empresarial de Santiago Juliano Bernardi, revela em nota que a suspensão das atividades das empresas em Santiago, já ocorreram mais de 300 demissões nas empresas locais, número este 1,5 vezes superior ao total ocorrido no ano anterior e fruto de levantamento realizado pela entidade e que representa apenas as rescisões já realizadas.

 

O empresário revela ainda que estão em curso, mais de uma centena de avisos prévios, com o que em menos de 30 dias, as rescisões de contrato de trabalho já serão superiores a 500.

 

Segundo Bernardi, os números contemplam apenas as atividades formais, não contemplando os trabalhadores informais, terceirizados, horistas, domésticas, prestadores de serviços, autônomos e outros.

 

"Recentemente vimos em nosso município o elevado aumento da distribuição de cestas básicas e ajudas sociais as pessoas menos favorecidas", aponta observa o presidente.

 

Tais situações, segundo ele, demonstram um quadro de agravamento da crise econômica e social oriunda do risco de crise na saúde provocada pelo COVID-19  -  "somos defensores do enfrentamento do vírus mas isso não pode ocasionar a ruina da atividade econômica, sob pena de criarmos um caos social de difícil solução, haja vista que estudos recentes da FGV, apontam risco de termos uma duplicação do número de desempregados no Brasil, o que seria insustentável do ponto de vista econômico e social e de consequências nefastas a todas as esferas da sociedade". 

 

Decreto Estadual e do Decreto Municipal 

 

Partindo destas premissas e tendo em vista que na data de hoje se encerra o prazo do Decreto Estadual e do Decreto Municipal que restrigem a atividade empresarial e a fim de manter empregos e a sobrevivência de empresas, que já vem sendo castigadas há tempos, pelas recentes crises, o CES afirma que se faz necessário que as empresas e o comércio local retornem suas atividades, pois é insustententável do ponto de vista da manutenção dos negócios que restrições que impliquem no fechamento de empresas seja prorrogado.

 

"Nossa entidade conclama aos gestores (estadual e municipal), a observarem os impactos econômicos e as consequências danosas que isso vai ocasionar na sobrevivência das empresas e na continuidade dos negócios, bem como num profundo agravamento do desemprego, ao decidirem quanto a liberação ou não da atividade economica.Não faz o menor sentido prático manter empresas de baixo fluxo e aglomeração fechada, enquanto em outras, há filas de pessoas e todos os dias vimos aglomerações nas portas dos bancos", diz a nota. 

 

E segue

"Não somos contra a luta pela saúde, pelo contrário, emprego e renda é dignidade pois possibilita que a pessoa realize seu sustento e seus sonhos, e também é saúde, pois além de atividade física e mental, evita doenças depressivas e contribui para a diminuição da violência. Não somos contra isolamento vertical, mas somos contra isolamento horizontal e desmedido, especialmente neste momento em que não temos notícias de novos casos ou mesmo do uso das instalações hospitalares de nossa cidade por pessoas acometidas pelo Coronavirus.

 

A maioria dos especialistas em saúde indicam que de 50 a 60% da população terá de contarir o vírus para formar uma barreira de proteção e 90% destes serão assintomáticos, uma vez que não há vacinas disponíveis e é de se questionar, se mantivermos essa estratégia, quantos meses ou anos serão necessários para que isso ocorra?! Não seria melhor administrar de forma escalonada a situação e evitar que se postergue a crise para o período de inverno?!

 

Nossas empresas estão se capacitando para atender a população, dentro de padrões de higine e cuidados que minimizam os riscos de contágio e a sua imensa maioria não apresenta risco de aglomeração de pessoas, de forma que apresentam baixo risco de propagação de contágio.

 

É fato que neste momento, é imprescindível a abertura da atividade economica, das empresas e comércios e nossa entidade não medirá esforços em defender a concretização desse pleito."


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