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13/01/2022 | 16h34min

Prefeito de Santiago decreta situação de emergência devido a estiagem

Falta de chuva vem somando inúmeros prejuízos no município na agricultura, pecuária e abastecimento

Prefeito Tiago assina decreto e já entregou documentação para a coordenação regional da Defesa Civil. Foto: DivulgaçãoPrefeito Tiago assina decreto e já entregou documentação para a coordenação regional da Defesa Civil. Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (13), o prefeito Santiago, Tiago Gorski Lacerda decretou situação de emergência no município, devido à estiagem que vem causando inúmeros prejuizos. Santiago se junta há mais de 200 municípios  que decretaram situação de emergência em razão da estiagem e tiveram a medida incluída no sistema de acompanhamento da Defesa Civil. Tiago Gosrki já entregou todos os documentos para a coordenação regional da Defesa Civil. O coronel Pinton veio ao município e recebeu a documentação, que segundo ele está de acordo com o que o Estado exige para dar o encaminhamento e posterior homologação, de forma que se possa buscar formas de auxílio.

 

O prefeito Tiago Gorski Lacerda ressalta que os prejuízos sofridos pelo município são incalculáveis, considerando as perdas que já existem e que são irreversíveis. Ressalta o trabalho humanitário que está sendo prestado pela Defesa Civil, pela Secretaria de Agricultura e pelo Exército, que estão levando água para cerca de 100 famílias rurais no interior, com o uso de caminhões-pipa. De acordo com Paulo César Acosta, coordenador da Defesa Civil de Santiago, o decreto tem validade de 180 dias.

 

FALTA DE CHUVA

A última chuva registrada em Santiago aconteceu no dia 21 de dezembro, início do verão, sendo não mais que 12 mm. Esse volume foi insuficiente diante de uma Primavera de pouca incidência. De acordo com registros do Inmet, durante os três meses de Primavera, foram 149 mm, enquanto que em 2020, foram 328 mm. Ou seja: neste período são 131% menos de chuvas. Essa estiagem está se fazendo sentir muito mais forte no interior do município com a escassez nos poços artesianos nas localidades rurais.

 

A Emater já entregou para a Defesa Civil os relatórios sobre perdas na agricultura e pecuária por causa da falta de chuvas, com um índice pluviométrico que se reduziu de novembro a janeiro. Neste mês, até o momento, foram registrados somente 13mm, impactando diretamente no setor primário que registra perdas que chegam a R$ 160 milhões de reais, ou seja: 10% do PIB de Santiago. De acordo com Dairton Lewandovski, chefe do Escritório Municipal da Emater, a produção de soja foi a que registrou as maiores perdas, de 20% do total de área plantada de 53 mil hectares, chegando a quase R$ 100 milhões.

 

Com uma área plantada menor, o milho teve um percentual de perda maior, de 55% do total de 2.100 hectares, resultando em R$ 8,5 milhões. Houve perdas no plantio de milho silagem, fumo, feijão e pêssego. Já no setor da pecuária, as perdas chegam a R$ 48 milhões nos bovinos de corte de R$ 230 mil nos bovinos de leite.

 

O gado sofre com a perda de pastagem, o que já resulta em redução de ganho de peso de 8% e redução de prenhez de 12%. Já as perdas na produção de leite estão em 20%. A falta de chuvas preocupa os produtores devido a a redução dos açudes a quase nada, com escassez de água para o gado.

 

DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA

Diariamente, a Secretaria de Agricultura e Pecuária abastece caminhões-pipa e vai para o interior entregar água nas propriedades rurais. Com a seca, mais de 500 mil litros de água potável já foram entregues.

 

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

 

Quando decreta situação de emergência, o município informa que enfrenta uma situação anormal – provocada por desastres – que comprometeu parcialmente sua capacidade de resposta. Depois de emitido pelo prefeito, o decreto precisa ser aprovado pelos governo estadual e federal. Para isso, o município deve comprovar a necessidade de auxílio fornecendo, em até 10 dias, documentos como relatórios e laudos técnicos da Emater e órgãos de assistência social mostrando que a situação adversa causou danos humanos, materiais ou ambientais. Após o aval estadual e federal, os municípios podem ter acesso facilitado a benefícios de ajuda humanitária, como repasse de recursos públicos.


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