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08/07/2020 | 15h28min

Os gafanhotos ainda são uma ameaça para o RS por estarem bem próximos do território gaúcho

O professor Clerison Perini destacou que devido ao frio os insetos têm mais dificuldades de se movimentar

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

Os gafanhotos ainda são uma ameaça para o RS por estarem bem próximos do território gaúcho, do Brasil e do Uruguai.  

 

Em cerca de 150 km da fronteira da Argentina com o Brasil ainda existem vestígios de populações de gafanhotos. De acordo com o professor Clerison Perini - Pós doutorando no Programa de Pós Graduação em Engenharia Agrícola e no Laboratório de Manejo de Pragas da UFSM está sendo feito acompanhamento diário deste cenário sobre as posições das nuvens de gafanhotos, locais de ocorrência.

 

Em entrevista na Rádio Santiago,  Perini destacou que devido ao frio os insetos têm mais dificuldades de se movimentar, entretanto, assim que surgir a oportunidade podem voltar a se deslocar, com possibilidade de migrarem para a região leste, fronteira com o Brasil ou Uruguai, por isso o alerta de atenção.

 

 O engenheiro agrônomo revela que se trata de uma espécie que já ocorre na Argentina há muito tempo e que já migrou para o Brasil em  1946, sendo a maior delas desde então. Estes insetos causam danos em culturas agrícolas.

 

A caraterística migratória do gafanhoto ocorre quando aumenta o número. Eles possuem dois estados: solitário e gregário, este último que leva eles a migrarem para outros locais em busca de alimentação.

 

 O professor Perini disse que esta espécie argentina faz duas migrações ao ano, assim que a temperatura começa a subir. O veranico registrado no outono de 2020 contribuiu em muito para uma terceira geração, aumentada em números,  que saiu em busca de outra região para viver.

 

Na semana passada cem servidores e técnicos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), da Emater e do Ministério da Agricultura tiveram um treinamento, por videoconferência, para prevenção e controle do gafanhoto. organizada pelo Ministério da Agricultura. Entre os palestrantes estavam Clerison Perini, que falou sobre espécie e fisiologia da migração do gafanhoto, e Jerson Guedes, que abordou monitoramento, controle e risco, ambos da UFSM.


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