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01/06/2019 | 18h12min

OMS estima que número de pessoas com demência deve triplicar até 2050

Alzheimer é a causa mais frequente de demência em idosos, segundo o Ministério da Saúde; jogos interativos ajudam pacientes a estimular atividade cerebral

Mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com demência, e a cada ano são registrados quase dez milhões de novos casos. A estimativa da Organização Mundial de Saúde é de que 152 milhões de pessoas serão afetadas até 2050.

 

Quando a relações públicas Denise Russo, de 32 anos, de Guarulhos, São Paulo, descobriu que o avô foi diagnosticado com o Alzheimer, aos 79 anos, o levou para a morar com ela e a família. A doença é a causa mais frequente de demência em idosos, segundo o Ministério da Saúde. Por mudar o comportamento do paciente, Denise conta que o Alzheimer mexe com o emocional e a rotina dos parentes mais próximos.

 

“Às vezes é muito difícil você enxergar a doença naquela pessoa. Ela tem atitudes que você acha que é ela mesmo, aí você fica nervoso, você briga, aí você percebe que não é ela, que é a doença. Este processo de entender que não é mais aquela pessoa é muito difícil e é muito duro. Tudo é um aprendizado. Apesar de ter coisas muito semelhantes na doença, eu vejo, como eu tenho avô, avó e pai com Alzheimer, os três apresentam a evolução de forma totalmente diferente, sintomas totalmente diferentes, o que um apresenta o outro não apresenta”, disse.

 

A partir do diagnóstico, a sobrevida média das pessoas acometidas pela doença varia de 8 a 10 anos. O primeiro sintoma e o mais característico do Alzheimer é a perda de memória recente. Com a progressão da doença, vão aparecendo sintomas mais graves, como a perda de memória remota, ou seja, de fatos mais antigos, irritabilidade, falhas na linguagem e dificuldades na capacidade de se orientar no espaço e no tempo.

 

O Alzheimer costuma evoluir para vários estágios de forma lenta e ainda não possui uma forma de prevenção específica. No entanto, o Ministério da Saúde aponta que manter a cabeça ativa e ter uma boa vida social, regada a bons hábitos e estilos, pode retardar ou até mesmo inibir a manifestação da doença. 

 

As principais formas de prevenir, não apenas o Alzheimer, mas outras doenças crônicas, estão ligadas à leitura, exercícios de aritmética, jogos inteligentes, atividades em grupo e hábitos saudáveis, como não fumar, não consumir bebida alcoólica, ter alimentação saudável e regrada e praticar atividades físicas regulares.


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