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06/07/2019 | 09h14min

“No Tempo das Brizoletas” vence o 1º Canto Universitário da URI

O evento aconteceu no sábado(06) e foi sediado no CTG GN Os Tropeiros

Foto: Divulgação/Elias AfonsoFoto: Divulgação/Elias Afonso

Em uma noite memorável subiram ao palco artistas de várias regiões do estado para apresentar 12 canções nativistas inéditas aos jurados e ao público presente.

 

A disputa foi acirrada e atendeu a todos os gostos, com interpretações e ritmos variados. O grande prêmio da noite ficou com a santiaguense Erica Martins, que interpretou a canção “No Tempo das Brizoletas”, composta por Natalin Delevati e João Ari Ferreira (Sicha) in memorian. A apresentação também rendeu a Erica o prêmio de melhor intérprete do festival.

 

A segunda colocada foi“Quando a Mãe nos Oferece Colo”, interpretada por Francisco Oliveira. A canção “De Martin Fierro y Honório”, defendida por Alex Har, foi a terceira melhor na avaliação da comissão julgadora, composta por Halber Lopes, Miguel Marques e Tadeu Martins. Além dos troféus, os três primeiros colocados receberam R$ 1500, R$ 800 e R$ 500, respectivamente. “Fazenda do Sossego” foi escolhida a música mais popular e Evandro Pires ganhou destaque como melhor instrumentista do 1º Canto Universitário da URI.

 

Conheça a música vencedora

 

NO TEMPO DAS BRIZOLETAS

 

Letra: Natalin Delevati e João Ari Ferreira in Memorian

Melodia: Sabani Felipe de Souza

Cidade: Santiago/ Jaguari/ Santa Maria – RS

Interpretação: Erica Martins

 

“Na escolinha do povoado antigo,

Vagam imagens pelos anos desbotadas:

Meus braços leves, ternamente abertos,

Para saudar a professora na chegada.

 

Na lousa negra tomada de poeira,

Ainda persistem tantos sonhos puros

E as lições primeiras que aprendi na vida

Pra levar adiante este meu futuro.

 

A saudade habita o vazio das salas

Onde o vento frio vem entoar canções

Relembrando quando o toque da sineta

Fazia eco nestes ermos de rincões.

 

O tempo escravizou meus velhos colegas.

Se foram para o povo as crianças rurais

E as “brizoletas”, taperas perdidas,

Amargam seu fim em meio aos chircais.

 

As tábuas quebradas, os caibros caídos

E o olhar no passado qual sol no poente,

Nos mostram em silêncio que a escola rural

Tem muito a ensinar pra vida da gente.”


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