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14/02/2019 | 12h55min

Maior audiência pública já realizada em Santiago para tratar sobre energia elétrica

Demora no atendimento, contato 0800, escritório incompatível para atendimento ao público estiveram em pauta

Grande público presente. Fotos: Ieda BeltrãoGrande público presente. Fotos: Ieda Beltrão

Representantes de diversas comunidades de Santiago e da região, autoridades, Defensoria Pública, Ministério Público, Prefeituras, entidades sindicais, associações e Câmara de Vereadores puderam expor os seus anseios em relação ao atendimento feito pela RGE, durante audiência pública na manhã desta quinta-feira (14), no auditório Caio Fernando Abreu.

 

As demandas foram comuns: como demora no atendimento, contato 0800, escritório incompatível para atendimento ao público e demora na aprovação e no religamento de linhas de transmissão, quando apresentam problemas.

 

Especialmente os moradores do interior comentaram sobre prejuízos quando da falta prolongada de energia elétrica, com alimentos, por exemplo, e da burocracia em função de resolver o problema. O que todos desejam é agilidade no atendimento.

 

O prefeito Tiago Gorski Lacerda e o presidente da Câmara de Santiago, Tadeu Machado colocaram que a forma de atendimento ao cidadão oferecido pela RGS não corresponde aos anseios da população.

 

"A RGE está hoje situada numa loja de ferragem, distante do centro. Onde não há o atendimento adequado às pessoas. Pior do que isso é a demora em atender o que as pessoas buscam", lamentou o presidente da Câmara.

 

Em sua fala, o prefeito Tiago Gorski Lacerda observou que toda a região está sendo prejudicada por essas falhas, pela demora e que a empresa precisa corrigir seus problemas, observando que será feito um documento que será entregue ao Ministério Público para cobrar a RGE por suas responsabilidades e pelos prejuízos que tem causado a milhares de pessoas.

 

Entre os representantes da empresa se fez presente o gerente operacional – Campo Missões, Marcos Vinicius, que levará à direção-geral da concessionária os posicionamentos da audiência pública.

 

Os diretores da  RGE presentes pediram um prazo de 30 dias para apresentarem soluções e garantir melhor atendimento para os usuários de toda a região. Ficou acertado que após esse período, se os problemas persistirem, o Ministério Público vai ajuizar em ação civil pública contra a empresa, por lesão aos direitos dos consumidores.

 

A coordenadora do Procon de Santiago, Lívia Nascimento Martins, observa que a RGE é campeã no ranking de reclamações por causa de sua política de atendimento terceirizado e de que as pessoas acessem a sua página na internet para resolver questões simples, mas que não se resolvem. E quem acaba sendo sobrecarregado de reclamações contra a empresa é o Procon

 

"Vários consumidores são afetados pela ineficiência da prestação dos serviços pela RGE. É inadmissível que em pleno século XXI as pessoas reclamem tanto de um serviço essencial. O consumidor é sempre insuficiente numa relação de consumo ainda mais frente a uma empresa desse porte", pontua Lívia, que considerou que a audiência teve resultados produtivos.

 


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