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05/03/2020 | 09h09min

Hering lança campanha para acabar com o termo “tomara que caia”

A varejista lança o movimento “Liberdade é básico”com o objetivo de, por exemplo, combater termos sexistas na moda

 Mariana Ximenes usa a "blusa sem alça". Foto: Hering/Divulgação Mariana Ximenes usa a "blusa sem alça". Foto: Hering/Divulgação

A fabricante de roupas Cia Hering lança o movimento “Liberdade é básico” com o objetivo de falar sobre liberdade em geral a partir da sua marca Hering.

 

A primeira campanha busca combater termos sexistas em seu setor ao substituir o termo “tomara que caia” para blusa sem alça.

 

Para isso, a Hering está lançando um modelo exclusivo e limitado de blusa à venda no site da marca, com o convite para que as mulheres postem suas fotos com a peça e a hashtag #BlusaSemAlça.

 

Carolina Achutti, mestra em Linguística Aplicada pela USP, explica que é difícil mapear a origem do termo "tomara que caia". Acredita-se que o vestido tenha ficado famoso no século 15, mas o termo, em si, não tem uma datação — seria preciso recuperar documentos e escritos. 

 

Professora de português, Carol acredita que o termo é, sim, sexista. "O mais interessante nessa discusão é pensar que a língua é viva e que a sociedade de alguma forma vai estar retratada nessa língua. 'Tomara que caia' tem um fundo sexista, em alguma medida. Dizer esse termo, em um outro momento, não era reconhecido como sexismo. Mas hoje, torcer para que um vestido, para que partes íntimas de uma mulher fiquem à mostra, é um ato sexista e agressivo. É de alguma forma um assédio", explica. 

 


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