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01/09/2020 | 17h13min

Governo propõe retomada das aulas em 8 de setembro

Os alunos do Ensino Infantil seriam os primeiros a retornar aos estudos nas escolas do Estado

Maioria dos pais não sentem segurança em mandar seus filhos para a escola. Foto: Ieda BeltrãoMaioria dos pais não sentem segurança em mandar seus filhos para a escola. Foto: Ieda Beltrão

Durante a reunião com a Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs) e representantes da educação, o governo do Rio Grande do Sul propôs nesta terça-feira que a retomada das aulas presenciais no Rio Grande do Sul ocorra no dia 8 de setembro. Os alunos do Ensino Infantil seriam os primeiros a retornar aos estudos nas escolas do Estado. 

 

De acordo com um calendário informal, o Ensino Médio (geral) e o Ensino Superior retomariam as aulas presenciais na mesma data: 21 de setembro. Já os estudantes do ensino médio de instituições estaduais voltariam para as classes somente em 13 de outubro. O Ensino Fundamental – anos finais – voltaria em 28 de outubro e o Ensino Fundamental – anos iniciais – em 12 de novembro.

 
 

Famurs segue contrária ao retorno às escolas

 

A proposta foi articulada pelas Secretarias da Educação, da Saúde e de Articulação e Apoio aos Municípios, com a parceria do Comitê de Dados do Palácio Piratini. Em nota, a Famurs de posicionou, mais uma vez, contrária ao retorno das aulas presenciais conforme o calendário apresentado nesta terça-feira. Em agosto, os prefeitos já haviam reclamado do primeiro cronograma montado pelo governo do Estado.

 

A entidade afirmou que o estudo apresentado pelo Executivo não levou em consideração o estágio da pandemia no Estado, na comparação com outros estados brasileiros e países, e não considerou um programa efetivo de testagem.

 

Para o presidente da Famurs e prefeito de Taquari, Maneco Hassen, ainda não há uma estrutura mínima para garantir que os protocolos sejam cumpridos. “O Estado, que deveria ser o primeiro a nos dar segurança, só vai retornar daqui a 45 dias. Nós, municípios, teremos que fazer o experimento, o teste e correr o risco de ter alunos contaminados, enquanto o Estado espera e, se tudo der certo, voltar em 45 dias. Mais uma vez a responsabilidade fica com os prefeitos e prefeitas” reprovou. 

 

A Famurs também reforçou que o calendário de retorno deveria ser invertido, não começando pelas crianças de 0 a 5 anos. Desta forma, a rede estadual retornaria primeiro. Uma pesquisa da Famurs mostrou que 94% dos gestores eram contra o calendário do Executivo estadual. A retomada pelos alunos mais jovens gerou insatisfação entre os municípios. Os prefeitos também alertaram para os riscos de reabrir as escolas sem uma vacina contra a Covid-19.


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