No ar:

Ouvir!     

» Geral » Economia


02/03/2020 | 07h13min

Filas do INSS: idosos e pessoas com deficiência são os mais prejudicados

Em janeiro, eles eram 489.863 do total de 1,380 milhão de pessoas com benefícios represados há mais de 45 dias

Foto: Ieda BeltrãoFoto: Ieda Beltrão

Idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, grupo com direito à assistência social de um salário mínimo, são os mais prejudicados pelo atraso da fila do INSS. Em janeiro, eles eram 489.863 do total de 1,380 milhão de pessoas com benefícios represados há mais de 45 dias, o que correspondia a 35,5% dos cidadãos à espera. Incluindo também os pedidos feitos há menos de um mês e meio, que não são considerados represamento, a fila sobe para 2,021 milhões de pessoas.

 

As informações fazem parte uma radiografia feita pelo próprio INSS a pedido do Tribunal de Contas da União (TCU). É a primeira vez que o órgão expõe com detalhes o quadro do represamento da fila, que afeta brasileiros em todo o País que pediram algum tipo de benefício previdenciário e de assistência social.

 

Considerando apenas as pessoas com deficiência, são 420.271 aguardando uma definição do INSS há pelo menos um mês e meio. O documento, ao qual o Estado teve acesso, também revela que a fila conta com 108.416 mulheres à espera do salário-maternidade, pago quando há afastamento do trabalho para ter filho.

 

Do total de 1,3 milhão de pedidos represados em janeiro, 400.853 eram de trabalhadores à espera de aposentadoria por tempo de contribuição. Outros 217.256 solicitaram a aposentadoria por idade.

 

O acúmulo no INSS acendeu um sinal amarelo no governo porque cresceram reclamações sobre a demora para análises de pedidos de benefícios. Em janeiro, o Estado revelou que 1,2 milhão de pessoas aguardavam a análise de documentações para terem acesso aos benefícios.

 

Pressionado, o governo anunciou uma força-tarefa para dar uma resposta à população que depende do serviço - principalmente a mais pobre, uma vez que 98% dos beneficiários recebem, no máximo, três salários mínimos. Uma saída estudada foi a contratação de militares da reserva para dar conta do estoque de pedidos.

 

A providência foi questionada pelo TCU, que abriu processo para apurar os critérios e cobrou que servidores civis aposentados também pudessem integrar a ação. Foi como parte desse processo que o INSS submeteu o relatório à Corte de Contas. Até agora, o problema se encontra sem solução, à espera da edição de uma Medida Provisória (MP).

 

O diagnóstico enviado ao TCU mostrou que o tempo médio para concessão dos benefícios administrados pelo INSS em 2019 foi de 74 dias. É o maior prazo em cinco anos. O panorama reflete o fluxo represado de 2018, segundo o relatório. Em 2015, a média de espera foi de 39 dias. A lei diz que os requerimentos devem ser analisados em até 45.


Veja também:


01/04/2020 | 16h58min

» Imagem: A cena mais esperada dos últimos dias: a chegada da chuva

01/04/2020 | 16h21min

» Política: Senado aprova PL que dispensa atestado médico para trabalhadores com suspeita de coronavírus

01/04/2020 | 15h46min

» Solidariedade: Quer ajudar: conheça algumas campanhas em andamento


Comentários:


Voltar ao topo