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10/03/2024 | 09h05min

Estudo indica que fatores reprodutivos podem influenciar risco de câncer de pulmão em mulheres

Pesquisa aponta associação entre menopausa precoce e maior probabilidade de desenvolver a doença, especialmente em mulheres não fumantes

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

Um estudo recente, intitulado Associações entre fatores reprodutivos específicos do sexo e risco de novo diagnóstico de câncer de pulmão em mulheres, revelou que fatores reprodutivos específicos podem desempenhar um papel significativo no risco de câncer de pulmão em mulheres. A pesquisa, que envolveu mais de 273.000 mulheres, mostrou uma associação entre a menopausa precoce e um maior risco de desenvolver câncer de pulmão, especialmente em mulheres que não fumam.

 

Segundo Carlos Gil Ferreira, oncologista torácico e presidente do Instituto Oncoclínicas, a pesquisa fornece uma nova perspectiva sobre a complexa relação entre fatores reprodutivos e câncer de pulmão, abrindo caminho para futuras investigações e avanços no campo. “As descobertas podem sugerir, potencialmente, a importância de uma abordagem personalizada ao rastreamento do câncer de pulmão em mulheres, levando em consideração não apenas o histórico de tabagismo, mas também os fatores reprodutivos específicos do sexo e outros aspectos individuais”, diz.

 

No estudo foram usados dados do UK Biobank, um grande banco de dados que contém informações médicas, genéticas e de estilo de vida de mais de meio milhão de residentes do Reino Unido. Os pesquisadores analisaram dados de saúde e genéticos de 273.190 mulheres entre 2006 e 2010. Os resultados mostraram que as mulheres com menarca (idade ≤ 11 anos) ou menopausa (idade ≤ 46 anos) precoce tinham um risco aumentado de câncer de pulmão. Mulheres com um período reprodutivo mais curto (≤ 32 anos ou 33-35 anos) e o primeiro parto em idade precoce (idade ≤ 20 anos) também tinham maior probabilidade de desenvolver a doença. A remoção cirúrgica dos ovários, que produzem os hormônios sexuais estrogênio e progesterona, também foi associada a um aumento da incidência de câncer de pulmão.

 

Essa associação foi ainda mais forte em mulheres com alto risco genético e comportamentos prejudiciais (tabagismo, exposição a poluentes do ar, consumo excessivo de álcool, falta de atividade física e dieta não saudável), especialmente no caso do adenocarcinoma de pulmão, que é mais prevalente entre mulheres não fumantes.

 

Para Carlos Gil, os resultados sugerem que fatores hormonais podem desempenhar um papel importante na susceptibilidade ao câncer de pulmão em mulheres. "As causas do câncer de pulmão vão além de idade e histórico de tabagismo, são muitos outros fatores de risco a serem considerados. Analisar marcadores genéticos e outros agentes é muito importante para que, por meio de um rastreamento expandido baseado em evidências, possamos salvar mais vidas da doença", diz.


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