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29/08/2021 | 13h47min

Estados Unidos atacam militantes do Estado Islâmico em Cabul

Os Estados Unidos realizaram um ataque com míssil contra militantes do Estado Islâmico em Cabul neste domingo, disseram autoridades norte-americanas, enquanto suas forças no aeroporto da capital trabalhavam para concluir uma retirada que encerrará duas décadas de envolvimento no Afeganistão.

 

As autoridades, falando sob condição de anonimato, disseram à Reuters que o ataque teve como alvo supostos militantes do ISIS-K, um grupo que é inimigo tanto do Ocidente quanto do Taliban e que foi responsável por um ataque suicida fora dos portões do aeroporto na quinta-feira (26).

 

O ataque do ISIS-K, um braço do Estado Islâmico, matou pelo menos 90 afegãos e 13 soldados norte-americanos enquanto uma enorme operação de evacuação estava em andamento após a tomada de Cabul pelo Taliban em 15 de agosto.

 

As autoridades norte-americanas disseram que estavam citando informações iniciais e advertiram que isso poderia mudar.

 

Imagens de televisão mostraram fumaça negra subindo para o céu, mas não houve nenhuma palavra imediata sobre as vítimas.

 

Duas testemunhas disseram que a explosão parece ter sido causada por um foguete que atingiu uma casa em uma área ao norte do aeroporto, mas não houve confirmação imediata.

 

O ataque dos EUA ocorreu enquanto cerca de 1.000 civis esperavam no aeroporto para serem retirados antes da partida das últimas tropas, disse um oficial de segurança ocidental à Reuters.

 

"Queremos garantir que todos os civis estrangeiros e aqueles que estão em risco sejam evacuados hoje. As forças começarão a voar assim que esse processo terminar", disse a autoridade.

 

O presidente dos EUA, Joe Biden, disse que cumprirá o prazo para retirar todas as tropas dos EUA do Afeganistão até terça-feira. Uma autoridade dos EUA disse à Reuters no sábado que menos de 4.000 soldados permaneceram no aeroporto.

 

Os Estados Unidos e seus aliados retiraram cerca de 114.400 pessoas - estrangeiros e afegãos vulneráveis ​​- do país nas últimas duas semanas, mas dezenas de milhares que quiserem ir ficarão para trás.


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