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09/10/2019 | 11h05min

Assassinato do secretário de Captação de Recursos do município segue sob investigação

Político participaria de um seminário no dia seguinte, na Capital

Germano Aires Garcia Ferner. Foto: DivulgaçãoGermano Aires Garcia Ferner. Foto: Divulgação

A Polícia Civil Gaúcha continua investigando a morte do Secretário de Captação de Recursos da prefeitura de Itaqui, Germano Aires Garcia Ferner, 58 anos, assassinado a tiros na Estrada Caminho do Meio, em Viamão, na Região Metropolitana, em 21 de agosto.

 

O político participaria de um seminário no dia seguinte, na Capital. Na noite do crime, câmeras de segurança flagraram Ferner entrando no carro que lhe conduziria ao local onde foi atingido por quatro tiros. A motivação ainda é apurada.

 

Dois suspeitos de envolvimento na morte estão presos. Um deles foi detido na última terça-feira (01) Trata-se de um motorista de aplicativo de 26 anos — o nome dele não foi divulgado. Uma mulher, que teria sido usada como “isca” para atrair a vítima, já havia sido capturada. O próximo passo é identificar os dois homens que estavam no local do crime esperando pelo secretário e que são apontados como autores dos disparos que o mataram.

 

Segundo a investigação, a mulher – cuja identidade também não foi revelada – convidou o secretário para sair à noite. Foi ela quem teria buscado Ferner no hotel, no centro de Porto Alegre, em um carro de aplicativo.

 

Em imagens de câmeras, a suspeita aparece saindo do veículo preto para a vítima entrar. Outras gravações permitem ver o momento em que o carro no qual está o político chega na Estrada Caminho do Meio.
Horas após o momento em que aparece entrando no veículo, o secretário foi encontrado morto. Conforme o delegado Guilherme Calderipe, dois homens estavam na via esperando pela vítima. A dupla teria sido a autora dos disparos. Os quatro fugiram do local logo após os tiros. Nenhum pertence de Ferner foi levado.

 

Apesar de as linhas de investigação não serem divulgadas, o delegado confirma a mesma suspeita relatada poucos dias após o crime: a de que o homicídio teria motivações financeiras  que o mandante pode ser da própria região dele (do município de Itaqui, na Fronteira Oeste).

 

A suspeita é de que o homicídio possa estar relacionado ao círculo profissional ou de amizades do secretário. A hipótese de latrocínio foi descartada pela polícia, já que pertences como carteira e celular não foram levados.
 


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