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21/09/2019 | 06h50min

Campeã olímpica Rafaela Silva se defende de acusação de doping

Judoca diz que sofreu contaminação acidental

A campeã olímpica Rafaela Silva concedeu uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (20) para se defender após ser pega em um exame antidoping realizado durante os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. A competição foi realizada entre os dias 26 de julho e 11 de agosto deste ano.

 

Também participaram da entrevista o diretor presidente do Instituto Reação (equipe de Rafaela), o ex-judoca Flávio Canto, o bioquímico Luiz Cláudio Cameron e o advogado da atleta no caso, Bichara Neto.

 

Segundo a judoca, exame realizado no dia 9 de agosto deu positivo para uso da substância fenoterol (um broncodilatador). "Dei positivo para fenoterol. Não tomo remédio ou bebida alcoólica, só gel de carboidrato nos intervalos da luta. Não pego garrafinha de ninguém e sempre tive muito cuidado. Estou na mira da Wada [Agência Mundial Antidoping] desde 2009. Sempre fiz meus testes e sempre cumpri a programação. Fiquei sabendo há algum tempo. Mas, como o Flávio falou, não tinha nada concreto ainda, o resultado dos exames. Já competi depois, fiz outro exame e deu negativo."

 

Esse outro exame ao qual a judoca se refere foi realizado em 29 de agosto no Mundial de Judô, em Tóquio. E, segundo Flávio Canto, ele dá força à tese de que a medalhista olímpica é inocente.

 

Contaminação acidental

 

Rafaela afirma que a contaminação pode ter acontecido de forma acidental, durante uma brincadeira com uma criança: "Sempre tive muito cuidado como atleta e nunca imaginaria que pegaria uma criança de 6 meses no colo que faz uso dessa substância. Tenho o costume de brincar com meu sobrinho, minha sobrinha, que hoje tem 14 anos. Sempre dou meu nariz para as crianças brincarem chupando como se fosse uma mamadeira, e uma das crianças com as quais brinquei fez uso dessa substância. Esta pode ser a forma como [a substância] entrou no meu corpo".

 

“Antes do Pan estive no Grand Slam de Budapeste [Hungria]. Fiquei vendo todos os meus dias, pensando o que podia ter acontecido. E a única pessoa que faz uso dessa substância é a Lara, filha de uma amiga minha do Instituto Reação. Tenho essa mania de dar o nariz para o neném chupar. Como Cameron me explicou, inalo o que ela manda para meu corpo conforme ela chupa meu nariz", diz Rafaela.

 

EBC


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