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20/06/2016 | 14h43min

Saiba mais sobre o câncer que sofre Edson Celulari

Linfoma não-Hodgkin, o mesmo acometeu o ator Reynaldo Gianecchini e Dilma Rousseff

Edson Celulari está pronto para começar o tratamento. Foto: Reprodução/FacebookEdson Celulari está pronto para começar o tratamento. Foto: Reprodução/Facebook

Linfoma não-Hodgkin, esse é o nome do câncer diagnosticado no ator Edson Celulari, o mesmo tipo de câncer que acometeu o ator Reynaldo Gianecchini e a presidente Dilma Rousseff. A informação foi dada pelo colunista Ancelmo Góis do jornal O Globo. Celulari, que tem 58 anos, afirmou à publicação que “foi um susto, mas estou bem e ao lado de pessoas amadas”.

 

Entenda que tipo de câncer é esse, quais são as formas de diagnóstico e tratamento e os fatores que influenciam na sua incidência.

 

O linfoma é o surgimento de células malignas que se originam nos linfonodos (gânglios), muito importantes no combate às infecções. A doença atinge as células de defesa do organismo e a cura total só pode ser comprovada após cinco anos sem nova incidência do problema.

 

Sintomas

 

Tem como principal sintoma o inchaço indolor dos linfonodos, conhecidos popularmente como ínguas, que podem aparecer no pescoço, nas axilas ou na virilha. Também podem aparecer outros sinais como febre, suor (geralmente à noite), cansaço, dor abdominal, perda de peso, pele áspera e coceira.

 

Em que parte do corpo surge? 

 

Os linfomas não-Hodgkin acometem com maior frequência o sistema nervoso central, cérebro e medula espinhal, assim como a medula óssea. Pode ainda atingir linfonodos na pele (micose fungóide), próximos ao cotovelo, ao joelho e ao intestino, além de áreas próximas às amígdalas.

 

Outra forma da doença conhecida é o Linfoma de Hodgkin. Neste caso, os gânglios linfáticos aumentam de tamanho, segundo a Sociedade Brasileira de Cancerologia. Podem disseminar-se para o fígado e para a medula óssea, além do tórax.

A diferença entre os dois linfomas está na origem e na característica das células malignas que atingem o organismo do paciente. Outra diferença: o linfoma não-Hodgkin é muito mais comum do que a doença de Hodgkin; segundo a entidade, a chance de desenvolver a doença que acometeu Edson Celulari é aproximadamente cinco vezes maior.

 

Causas do linfoma não-Hodgkin 

 

De acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), as causas deste tipo de linfoma são variadas:

 

- Deficiência de imunidade: pessoas que têm a imunidade comprometida, seja por conta de doenças genéticas hereditárias, uso de drogas imunossupressoras ou infecção pelo HIV.  Portadores dos vírus Epstein-Barr, HTLV1, e da bactéria Helicobacter pylori (que causa úlceras gástricas) têm risco aumentado para alguns tipos de linfoma;

- Exposição a produtos químicos: exposição a certos agentes químicos, incluindo pesticidas, solventes e fertilizantes. Herbicidas e inseticidas também estão sendo relacionados ao surgimento de linfomas, de acordo o Inca. A contaminação da água por nitrato, substância encontrada em fertilizantes, parece aumentar os riscos para doença.

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Cancerologia, é mais frequente em homens brancos; já o Inca afirma que o número de casos do linfoma não-Hodgkin praticamente duplicou nos últimos 25 anos, especialmente entre pessoas acima de 60 anos, por razões não esclarecidas.

 

Diagnóstico 

 

O diagnóstico pode ser feito com precisão através da biópsia de um linfonodo ou outro órgão envolvido, como osso, pulmão, fígado ou outros tecidos.

“O diagnóstico precoce do linfoma é o grande diferencial para se alcançar a cura, e o acesso ao melhor tratamento e exames é essencial para se chegar a este resultado", destacou o médico Jacques Tabacof, coordenador da Hematologia e Oncologia e membro do Comitê Científico Médico da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia.

 

Tratamento 

 

O tratamento dos linfomas é feito com radioterapia e quimioterapia. Há ainda a prescrição de medicamentos chamados de anticorpos monoclonais.

Em alguns casos pode ser necessário o transplante de medula óssea, especialmente quando o paciente não responde bem ao tratamento ou se já tem um doador compatível.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cancerologia, o índice de cura dos linfomas não-Hodgkin é de menos de 25%. Já a doença de Hodgkin, quando diagnosticada inicialmente ou nos casos de reincidência, apresenta sucesso no tratamento em cerca de 75% dos pacientes.

 

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