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10/10/2016 | 15h24min

Câncer de mama em pets: o que devo saber?

No mês do #OutubroRosa, a COMAC explica os efeitos da doença em gatas e cadelas e dá dicas sobre como lidar com o câncer nesses animais

A palavra chave é prevenção. Foto: DivulgaçãoA palavra chave é prevenção. Foto: Divulgação

Uma doença que atinge, por ano, cerca de 25% das mulheres brasileiras, segundo o INCA, é também o tumor que mais atinge as cadelas, normalmente a partir dos 7 anos, e gatas de estimação, por volta dos 10 anos. “Segundo estudo realizado em 2003, estima-se que no Brasil, a incidência seja superior a 70% em cadelas e até 90% em gatas”, afirma a Dra. Fernanda Cioffetti, membro da COMAC e gerente de Marketing da Agener União.

 

Para tentar reduzir esse índice e combater a doença, a palavra chave é prevenção. Para isso, os donos devem manter visitas periódicas ao médico veterinário para que o diagnóstico seja feito precocemente. “Além do exame clínico, é preciso também realizar um exame radiológico, ultrassom abdominal e até tomografia computadorizada. Há casos em que são utilizados diagnósticos diferenciais, identificados através de exames citológicos e histopatológicos que sinalizam sobre as características do tumor, nos mostram se são malignos ou não”, explica a Dra. Fernanda.

 

Entre as raças de cães e gatos mais propensas a desenvolver a doença estão Poodle, Dachshund, Yorkshire Terrie, Maltês, Pastor Alemão, Cocker Spaniel, SRD e, no caso dos gatos, Siameses, Persas e também SRD. A ingestão de contraceptivos, terapias hormonais e até mesmo a obesidade não favorecem a saúde do animal. Por outro lado, a castração precoce substitui as injeções hormonais e ajuda na prevenção, reduzindo até 99% do desenvolvimento do tumor.

 

Porém, há casos em que o problema é descoberto já em estado avançado e tratamentos específicos tornam-se necessários. O médico veterinário pode optar por remoção cirúrgica do tumor, que proporciona melhor perspectiva de cura, ou pela quimioterapia. Entretanto, não são descartadas as chances de serem encaminhados para eutanásia, mas somente em casos extremos. Tudo depende da avaliação médica e o diagnóstico sempre será determinado pelo veterinário.  Cada caso é um caso e deve ser analisado com cuidado e atenção.

 

Quando benigno, gatas e cadelas vivem normalmente após o tratamento. Há casos em que ocorre a metástase, quando células cancerígenas se espalham por outros órgãos agravando o quadro. Nesse momento, pode ser necessário o uso de medicamentos para administrar as dores, e para casos extremos, a eutanásia.

 

O câncer de mama é uma doença silenciosa, com sinais sutis de identificação. Se o pet demonstrar sinais de tristeza, falta de apetite, febres ou vômitos, o alerta vermelho deve ser acionado. E ninguém melhor do que o dono para saber que algo está errado. “Os donos precisam ficar atentos às mudanças no comportamento e do corpo do seu animal de estimação. Mas sem dúvidas, se o pet for examinado frequentemente por um veterinário, a possibilidade de diagnóstico precoce, e de cura, aumentam consideravelmente”, finaliza a Dra. Fernanda.


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