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04/10/2016 | 11h17min

É possível "acabar" com a morte? Especialista comenta nova tendência.

Aurélio Melo, professor e psicólogo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, explica:

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação


Uma matéria divulgada pelo Valor Econômico, na última semana, revela que alguns bilionários querem acabar com a morte. Entrevistados pelos veículos, alguns dos afortunados dizem que, na modernidade, a morte é um problema a ser resolvido e, com isso, prometem investir alto na busca dessa solução


 
Aurélio Melo, professor e psicólogo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, explica:
“Não me espanta tal comentário, apesar da ingenuidade embutida. O fato é que a modernidade nos trouxe muitos avanços no campo material, obrigando-nos a rever nossa moral em sociedade”, avalia.


 
Ainda segundo o especialista, é fato que hoje já tenhamos alguns bilionários que, não tendo mais o que comprar ou possuir, desejam "resolver" o problema da morte. Isto é, superá-la, evitando morrer.


 
O ridículo da questão, segundo Melo, não nos impede de examiná-la melhor. “Vamos pensar em hipóteses: talvez, a megalomania produzida pelo poder de compra dessa meia dúzia de pessoas que vive em outro mundo (o poder de compra promove essa sensação) faça com pense ‘acumulei tanta riqueza, sou tão importante e, vou morrer um dia?! Isso é um desperdício! Preciso viver mais para fazer muitas coisas que posso fazer’ ”.


 
Milionários do passado tentaram o mesmo, mas de um modo diferente: construindo monumentos espetaculares para que se perpetuassem após sua morte. Uma forma simbólica de ultrapassar a própria morte, sendo lembrado em sua obra. A privatização da morte é algo do ser humano.
 


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