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01/06/2018 | 10h06min

Verbas para cobrir desconto no diesel devem sair da Saúde, educação, agropecuária e segurança

Equipe econômica detalhou como fará para dar conta do custo de R$ 13,5 bilhões do "bolsa caminhoneiro"

Foto: Ieda BeltrãoFoto: Ieda Beltrão

A equipe econômica do governo federal detalhou quais medidas irá adotar para cobrir o rombo de R$ 13,5 bilhões aberto com o que está sendo chamado de "bolsa caminhoneiro" (desconto de R$ 0,46 no diesel).

 

Benefícios fiscais serão cortados, aumentando a arrecadação de tributos de empresas exportadoras, produtoras de refrigerantes e da indústria química. E programas das áreas da saúde, educação, agropecuária e segurança pública perderão recursos.

 

O malabarismo financeiro foi dividido em dois atos. No primeiro, o Planalto precisou encontrar fontes para cobrir a redução no valor do combustível causada pela diminuição da alíquota do PIS/Cofins e pela extinção da Cide. O impacto será de R$ 0,16 a menos nas bombas para o consumidor, com perda de R$ 4 bilhões aos cofres públicos.

 

Para custear este montante, o governo reduziu de 2% para 0,1% a alíquota do programa Reintegra, que devolve créditos do PIS/Cofins a empresas que exportam produtos manufaturados.

 

A projeção de incremento de receita é de R$ 2,27 bilhões até o final do ano. A reoneração da folha salarial de 39 setores (R$ 830 milhões), a redução de incentivos de produtos para fábricas de refrigerantes (R$ 740 milhões) e a revogação do Regime Especial da Indústria Química (R$ 170 mi) completam a conta.

 

O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, defendeu a redução dos benefícios fiscaisdevido a distorções no sistema de tributos do país, que garantem benesses a diversos setores:

 

— Os gastos tributários no Brasil são elevados, fora do padrão mundial.

 

A outra parte do rombo, de R$ 9,5 bilhões, virá da política de subsídio do Executivo que irá baixar o preço do diesel em mais R$ 0,30 nas bombas.

 

Para cobrir a despesa, a saída encontrada pela equipe econômica foi reduzir em R$ 6,2 bilhões as reservas do orçamento – não destinadas a nenhuma área para que o teto de gastos não fosse ultrapassado – e em R$ 2,2 bilhões os recursos para capitalização de estatais.

 

O cálculo foi fechado com o corte de R$ 1,2 bilhão em programas tocados por ministérios. Ironicamente, a área que sofrerá o maior revés é uma das que mais impacta o setor logístico.

 

A tesoura deixará pelo caminho R$ 371 milhões que iriam para projetos em rodovias. Outros R$ 146,6 milhões não chegarão a programas de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

GaúchaZH


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