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10/02/2018 | 14h59min

RS: déficit na Previdência passou de R$10,5 bilhões em 2017

Secretário da Fazenda do Estado afirma que despesas com Previdência consumiram mais recursos que o destinado para saúde, educação e segurança

De acordo com o último relatório orçamentário da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, o déficit na Previdência estadual bateu um novo recorde e atingiu cerca de R$10,5 bilhões no ano passado. Em 2016, o rombo foi de R$ 9 bilhões e, em 2015, de aproximadamente R$ 8,5 bilhões. Isso mostra o quanto os gastos com a Previdência têm aumentado a cada ano.

 

O secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, Giovani Feltes, afirma que as despesas com a Previdência no estado consumiram mais recursos que o investimento para escolas, hospitais e segurança.

 

“A despesa da Saúde foi R$ 3,8 bilhões, praticamente. Isto significa que só o déficit da Previdência representou praticamente três vezes mais. Educação nós gastamos R$ 8,9 bilhões; significa que nós gastamos R$ 1,6 bilhão praticamente a mais (comparado à Previdência). Segurança, nós gastamos R$ 6,325 bilhões, o que representou 4,2 a mais do que o total que gastamos com segurança pública.”

 

O pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Luis Henrique Paiva, afirma que se nada for feito, a despesa com previdência vai subir significativamente nos próximos anos.

 

“O governo federal gasta mais com Previdência do que ele gasta com todo o resto junto. Esta despesa ela não só é muito alta, ela vai subir muito nos próximos 45 anos. Hoje nós gastamos alguma coisa em torno de 12, 13% do PIB com Previdência. Isto vai aumentar em 10 pontos percentuais do PIB em 45 anos. Das duas uma, ou o governo em 45 anos não gasta com mais nada, só paga Previdência e não vai ter Saúde, não vai ter Educação, não vai ter absolutamente mais nada, ou a gente tem que levar em conta que vai ter um aumento de 10% do PIB em carga tributária.”

 

Antes de ir para votação no Plenário da Câmara dos Deputados, o texto da reforma da Previdência sofreu alterações. Após apresentar a nova redação a líderes da base aliada, o relator da matéria, deputado Arthur Maia (PPS-BA), confirmou as mudanças na última quarta-feira (7). A novidade ficou por conta da inclusão de pensão integral para viúvos e viúvas de policiais mortos em combate. Vale ressaltar que a regra não vale para policiais militares, pois eles já estão inseridos no regime de aposentaria próprio da categoria.


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