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22/02/2017 | 09h49min

Quatro em cada dez brasileiros casados brigam com parceiro por causa de dinheiro, mostra SPC Brasil

40% dos entrevistados nem sempre contam ao cônjuge sobre suas compras

Foto: ReproduçãoFoto: Reprodução

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) sobre o orçamento familiar dos brasileiros revela que quatro em cada dez (39%) dos entrevistados casados ou em união estável brigam com o parceiro por causa de dinheiro.  Os principais motivos de brigas são discordâncias sobre os gastos da casa (41%), não ter reservas para imprevistos (32%) e o fato de não querer pagar pelos gastos do cônjuge (19%).


O estudo diz ainda que 40% dos brasileiros casados ou em união estável não contam sobre todas as compras ao cônjuge. Em geral, 61% deles não contam sobre algumas compras para evitar conflitos, sendo que 37% dizem ter prioridades diferentes e tentam conciliar desejos com família sem causar discussões e 24% querem evitar brigas. Há ainda 25% que não informam todas as compras que fazem por não gostarem de ter seu dinheiro controlado. Entre os gastos mais omitidos estão roupas (35%, principalmente entre as mulheres, 48%), maquiagem, perfumes ou cremes (30%, com destaque entre as mulheres, 59%), calçados (28%, com queda de 24 pontos percentuais em relação ao ano anterior), cigarros, bebidas e substâncias ilícitas (20%, sobretudo entre homens, 28%).



Segundo Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, esconder os gastos do parceiro não é a melhor opção, seja qual for o motivo. “Com a omissão, algum dos lados pode se sentir enganado e, se isso acontecer, o relacionamento pode ser abalado. Além disso, gastos omitidos também podem prejudicar o equilíbrio do orçamento familiar. É importante que o casal saiba de todas as despesas para manter um bom controle financeiro”, recomenda.



O estudo mostra também que quatro em cada dez entrevistados casados (39%) não sabem exatamente quanto o cônjuge ganha por mês e também 39% não sabem se o parceiro possui aplicações ou investimentos. Por outro lado, 24% sabem todos os valores e 23% aplicam em conjunto. Além disso, 34% dos cônjuges de quem respondeu à pesquisa não sabem ou não sabem ao certo quanto estes ganham por mês.



74% dos entrevistados afirmam ter planos com o parceiro para os próximos dez anos, sendo que 40% deles fazem algo para realizá-los e 34% não fazem nada de concreto. Pelo menos 25% dos entrevistados casados ou em união estável costumam gastar mais do que podem para agradar ao cônjuge.



“Quanto mais as pessoas estiverem em sintonia, maior será a probabilidade de que consigam caminhar na mesma direção, no sentido de preparar-se para imprevistos e concretizar objetivos de médio e longo prazo. Somente o diálogo torna possível conciliar os interesses de cada um, respeitando as individualidades e estabelecendo metas conjuntas”, diz José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz




 O levantamento também mostrou que a maioria das famílias têm o hábito de conversar sobre gestão financeira e orçamento da casa, sendo que 28% não o fazem com uma frequência definida, 27% conversam todos os meses e outros 27% falam sobre o assunto quando a situação financeira não está boa. Há ainda 8% que não acham necessário conversar, 5% que evitam falar por causa de brigas e 6% por outros motivos.



Quando consideradas as decisões sobre o orçamento familiar, 70% das famílias dos entrevistados têm o hábito de conversar a respeito dos gastos, sendo que para 49% as decisões sobre os gastos e investimentos são tomadas em conjunto e 21% afirmam que todos participam do debate, mas a decisão final sobre como gastar ou investir é tomada por uma pessoa. Com relação à divisão das contas, em 25% dos domicílios elas são divididas igualmente entre os que possuem renda, em 21% são divididas de acordo com os rendimentos de cada morador com renda, em 11% não há controle muito rígido e em outros 11% dos lares os moradores contribuem com algum dinheiro, mas o direcionamento do pagamento é feito por apenas uma pessoa. Por outro lado, 30% dizem que dizem que não há divisão: apenas um morador arca com todas as despesas.



Apesar disso, na metade dos lares brasileiros (49%) há pelo menos um integrante que gasta mais do que deveria, deixa de pagar contas ou adota outra prática que prejudica equilíbrio do orçamento familiar. 27% não informam sobre todas as contas que pagam, mas 72% dos entrevistados afirmam compartilhar todas as informações para o cônjuge.



Para Vignoli, o diálogo é a melhor maneira de estimular práticas de consumo mais responsáveis. “É importante que todos os integrantes da família estejam cientes das despesas da casa. Isso ajuda a controlar excessos e manter as contas no azul, além de contribuir para constituir uma reserva financeira, seja para emergências, seja para um sonho de consumo em comum”, ressalta.



Quando sobra algum dinheiro, o principal destino é a utilização para o mês seguinte (24%), seguido de algum gasto pessoal (18%) e poupança pessoal (14%). Outros 20% afirmam que nunca sobra dinheiro.


Metodologia



A pesquisa procurou avaliar o grau de educação financeira dos brasileiros e entender como o consumidor se relaciona com o dinheiro. Foram entrevistados 606 consumidores acima de 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais em todas as capitais brasileiras. A margem de erro geral é de 4,0 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.


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