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08/07/2017 | 19h57min

Plantio de culturas de inverno se aproxima do final no estado

Atualmente, 80% da área de trigo já está semeada, contra uma média, para o período, de 89%

Lavoura de trigo. Foto: Divulgação Emater/RS-AscarLavoura de trigo. Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar

Os últimos dias foram secos nas regiões produtoras do estado, que estão perto de concluir o plantio do trigo e das demais culturas de inverno. Atualmente, 80% da área de trigo já está semeada, contra uma média, para o período, de 89%. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, os números confirmam uma diminuição de 5% da área de trigo desta safra 2017 em relação à safra passada.

 

No mesmo período de 2016, a área era de 215 mil hectares, contra 209 mil hectares em 2017. Entre os motivos estão as condições adversas do clima no plantio, a incerteza do preço a receber na comercialização e o custo de produção elevado.



O plantio da cevada está finalizado no estado, com 12% das lavouras em germinação e 88% em desenvolvimento vegetativo, com bom estande inicial de plantas e padrão de lavoura. Em algumas áreas nas regiões Celeiro, Noroeste Colonial e Alto Jacuí o desenvolvimento é desuniforme, apresentando plantas com coloração verde-pálida ou amarelada. No Planalto, a evolução é muito boa, já que grande parte das lavouras foram implantadas nas áreas mais férteis e limpas das propriedades rurais, com uso de média tecnologia e de cultivares precoces, com alta densidade de semente por hectare.



A canola está com o plantio quase encerrado no estado, restam poucas áreas na região Noroeste. As demais avançam para o início do estágio reprodutivo (floração). As temperaturas mais altas têm contribuído para o desenvolvimento mais rápido das plantas, principalmente nas áreas implantadas no início do período recomendado e antes das chuvaradas, que poderão ter reflexos negativos na produtividade final de muitas lavouras.



Nas regiões das Missões e Fronteira Noroeste, as primeiras áreas plantadas já estão largando a primeira camada de flores, mas ainda de maneira incipiente. Apicultores e produtores de canola negociam para cobrir as áreas com polinizadores, pois são atrativas para as abelhas que podem, de acordo com a literatura, aumentar a produção em 15%, em função de incremento na polinização. As áreas de canola foram cultivadas com bastante atenção devido ao bom valor registrado.

 

Hortigranjeiros e frutas



Na Fronteira Oeste e na Campanha, o clima mais seco das últimas semanas ajudou no desenvolvimento das folhosas, nos tratamentos fitossanitários e nas práticas culturais. Em geral, toda a produção da região é absorvida pelo comércio local e, na maioria dos municípios, os agricultores familiares estão vendendo suas produções para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), além da comercialização através das feiras livres semanais e direto aos consumidores.



A boa radiação solar da semana no Vale do Rio Pardo e nos Altos da Serra do Botucaraí foi bastante favorável à horticultura em geral. Com essas condições climáticas, as culturas olerícolas da época se desenvolvem de forma satisfatória. Novos plantios de hortaliças foram realizados.

 

Morango - No Vale do Caí o cultivo de material importado e recém-implantado desenvolve-se bem. Registra-se início de colheita de áreas manejadas para segundo ano e de cultivares de dias neutro implantadas no final de março. A produção atual ainda está baixa nesta época e o preço da cumbuca está em média entre R$ 4,00 a R$ 5,00 por unidade. Observa-se um aumento de brotos, com uma boa carga de emissão de flores.



Videira - Nesta época é realizada a pré-poda, principalmente em Encruzilhada do Sul, onde as áreas dos parreirais são bastante expressivas. Esta prática consiste na remoção de ramos do ano passado, bem como ramos secos e doentes, preparando-se a planta para a poda de frutificação, que será realizada em agosto. Também são realizados trabalhos de melhoria das estruturas dos parreirais, com ajustes nos arames e substituição de postes/ moirões.



Pêssego e Ameixa - Começa a poda de pessegueiros e ameixeiras precoces no Vale do Rio Pardo. Os botões florais das variedades precoces dessas culturas já estão se preparando para a floração. Os produtores das regiões com maiores altitudes devem ficar atentos para a ocorrência de geadas, que podem prejudicar a floração e principalmente a fixação dos frutos.


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