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24/07/2017 | 13h21min

Período de estiagem preocupa a Polícia Rodoviária Federal quanto a incêndios na BR 287

As queimadas que surgem de focos causados pela irresponsabilidade de alguns têm gerado grandes prejuízos econômicos, ecológicos e de saúde pública

Focos de incêndio em Santiago e Jaguari. Foto: Polícia Rodoviária Estadual/DivulgaçãoFocos de incêndio em Santiago e Jaguari. Foto: Polícia Rodoviária Estadual/Divulgação

Nos últimos dias a PRF tem atendido algumas ocorrências envolvendo incêndios à beira da BR 287 na região de Santiago e Jaguari, o que gerou a necessidade de acionamento do corpo de bombeiros e orientação de trânsito.


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem recebido durante o mês de julho alguns chamados de emergência para atender a ocorrências envolvendo incêndios à beira da BR 287 entre Santiago e Jaguari. No dia 21 os agentes foram acionados para verificar um foco existente na região de Jaguari. No local, foi verificado que o incêndio já havia consumido uma grande extensão de vegetação e queimado algumas árvores que ficam localizadas bem ao lado da rodovia. Houve a necessidade de orientação de trânsito para resguardar a segurança dos usuários já que poderia ocorrer a queda de alguns dos pinus sobre a pista. Já no domingo, 23, aproximadamente às 17:00, outro incêndio à beira da BR 287, na área urbana de Santiago, causou grandes transtornos aos usuários que trafegavam pela rodovia, sendo necessário o acionamento dos bombeiros de Santiago e orientação de trânsito por mais de duas horas até que as chamas fossem extintas.


As médias pluviométricas mensais para a região de Santiago entre os meses de julho e agosto nos últimos anos foram de 125 mm, bem além dos 4 mm dos últimos 23 dias e da previsão de 3 mm para as próximas duas semanas. Esta falta de chuvas tem sido a principal causa do surgimento de queimadas à beira das rodovias de nossa região, pois o mato seco, aliado a ventos fortes ajudam na propagação das chamas. Entretanto, somente estes fatores não são suficientes para o surgimento dos focos de incêndios. Para isto ocorrer tem que existir um elemento fundamental: o calor. E as fontes de calor estão diretamente relacionadas aos usuários das vias, seja pelas pontas de cigarros jogadas pelas janelas dos veículos, seja por recipientes de vidro que encontram os acostamentos como lixões, servindo de “lupa” para focalizar a luz do sol. Há ainda aqueles que deliberadamente colocam fogo com intuito de limpar o local ou renovar a vegetação.


As queimadas que surgem de focos causados pela irresponsabilidade de alguns têm gerado grandes prejuízos econômicos, ecológicos e de saúde pública. A PRF alega que estes incêndios, além de danificar a fauna e flora local e de mobilizar todo um aparato operacional, podem ainda ocasionar acidentes graves devido à fumaça e às chamas geradas já que o ar fica rarefeito e a visibilidade extremamente reduzida. A orientação é que se evite jogar “bitucas” de cigarros ou qualquer recipiente de vidro para fora de veículos e que não se coloque fogo propositalmente, tanto nas áreas de domínio da União quando nas propriedades lindeiras à rodovia. Aliás, a PRF lembra que é infração de trânsito atirar ou abandonar qualquer objeto ou substância para fora de veículos, podendo gerar uma multa média no valor de R$ 130,16 e somar 4 pontos na CNH do condutor. Há ainda o crime ambiental para quem for flagrado ateando foco à vegetação com multa e pena de reclusão de 3 a 6 anos.
 


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