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28/12/2017 | 09h08min

Parreirais de Jaguari sofrem com a ação do herbicida 2.4D utilizado em lavouras da região

Produtos induzem mudanças metabólicas e bioquímicas em culturas sensíveis

Parreirais do Chapadão em Jaguari sofrem com a ação do herbicida 2.4D. Foto: DivulgaçãoParreirais do Chapadão em Jaguari sofrem com a ação do herbicida 2.4D. Foto: Divulgação

Os parreirais do município de Jaguari, na sua maioria, localizados no Chapadão, 1º distrito do município já algum tempo vem sofrendo com a ação do herbicida de princípio ativo 2.4D – ácido diclorofenoxiacético -, utilizado como secante em lavouras de soja, principalmente.

 

De acordo com técnico da Cooperativa Agrária São José Ltda – que adquire uvas dos produtores para a confecção de vinho há mais de 80 anos -, os herbicidas auxínicos induzem mudanças metabólicas e bioquímicas em culturas sensíveis, causando epinastia das folhas, além da interrupção do floema, impedindo assim, o movimento dos fotossimilados das folhas para o sistema radicular, podendo levar as plantas a morte.

 

Alexandre Maia, técnico da Cooperativa Agrária São José, hoje o maior problema enfrentado pelos produtores de uva na localidade do Chapadão, é a deriva de vapor aerotransportada, que é associada a uma corrente de vento principalmente se aplicado em condições inadequadas de tecnologia de aplicação, como altas temperaturas e baixa umidade do ar, o que facilita atingir culturas sensíveis, como a da uva. Conforme ele, os dados comprovam que, a gravidade varia conforme a variedade e estágio fenológico, a idade das plantas, e a intensidade em que foram atingidas.

 

Ele destaca ainda, que o prejuízo econômico é visível em todas as propriedades na produção da safra atual. “Teremos uma queda drástica de produção e redução da qualidade da uva, devido ao baixo potencial vegetativo essencial para as boas características organolépticas do produto”, comentou Maia. De acordo com ele, haverá um prejuízo para os próximos anos, quando haverá uma grande erradicação de áreas devido a inviabilidade da produção de uvas na região jaguariense.

 

O secretário de Desenvolvimento Agropecuário de Jaguari Alexandre Nadalon, informou que o município já instituiu uma lei – aprovada pela Câmara Municipal -, que disciplina o uso do herbicida no território do município, especialmente na localidade do Chapadão. “O problema que é que entra no país e, em especial no Estado, muito herbicida com este principio ativo contrabandeado e, esse sim, causa danos aos parreirais”, observa.

 

Para o prefeito Beto Turchiello (MDB), além da criação da lei que disciplina o uso deste herbicida em solo jaguariense, outras ações devem ser desenvolvidas. “Precisamos, também promover debates, seminários, palestras, enfim, tudo que seja possível conscientizar o nosso produtor rural. Não podemos correr o risco de perder uma das culturas mais tradicional de Jaguari, que é o cultivo da uva e a produção de vinho, trazida por nossos imigrantes italianos”, lembrou o prefeito.

 


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