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30/03/2017 | 10h11min

Mulher de Lasier Martins registra queixa contra senador por agressão

Janice Santos prestou queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, em Brasília. Senador nega agressão

Janice e Lasier Martins estão em processo de separação: Foto: Reprodução /FacebookJanice e Lasier Martins estão em processo de separação: Foto: Reprodução /Facebook

A mulher do senador Lasier Martins (PSD-RS) prestou queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), em Brasília, onde afirmou ter sido agredida durante uma discussão na última terça-feira. A informação foi revelada nesta terça-feira, 30, pelo jornal Correio Braziliense. A Rádio Gaúcha confirmou com Janice todas as informações prestadas à polícia. Ela acusa o parlamentar de lesão corporal e injúria, e diz que esta não foi a primeira vez que sofreu agressões de Lasier.

 

"Foram pelo menos duas brigas muito feias. Ele me humilhava na frente da minha filha. Eu ainda estou com hematomas no corpo", contou a jornalista aos prantos. "Ele dizia que eu não era mulher para estar em Brasília". Janice também realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). 

 

Contatado pela Gaúcha, o senador Lasier Martins negou a agressão e disse que "está sendo vítima de uma chantagem".

 

"Ela quer tirar o máximo de proveito com esse fato. Tenho testemunhas, a nossa empregada doméstica, outros funcionários são testemunhas do comportamento violento dela", afirmou.

 

Janice e Lasier Martins estão em processo de separação. No depoimento à polícia, a jornalista afirmou que o marido é um homem "violento e agressivo". Ela afirma que sofreu chutes nas pernas e que segurava um porta-joias no momento da briga. Janice contou à Gaúcha que no momento da discussão, teve a mão pressionada contra o acessório, o que provocou ferimento com sangue. 

 

O senador deu outra versão para o fato: "Ela tentou me agredir (com o porta-joias) e errou. Quando errou, ela acabou machucando a mão. Ali foi o ferimento, que ela tentou aumentar", disse Lasier.

 

Embora a queixa tenha sido prestada à Polícia Civil, a investigação terá de ser remetida à Procuradoria-Geral da República por conta da prerrogativa de foro. Segundo fontes consultadas pela Gaúcha, a polícia não tem competência para apurar o caso por se tratar de um parlamentar. Sendo assim, será remetido à PGR e, posteriormente, poderá ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

GAÚCHA


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