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15/12/2017 | 17h13min

Fato curioso chama atenção no Centro Ictiológico da Uri Santiago

O nascimento de filhotes de um ser que sempre sozinho. Como assim?

Fotos: Divulgação/Uri SantiagoFotos: Divulgação/Uri Santiago

O Centro Ictiológico (CI) da URI Santiago apresenta três linhas básicas de ação: ensino, pesquisa e extensão. Justificando esta tríade, o CI dispende vários esforços na manutenção dos animais que ali habitam, tanto da fauna Icticia, como outros espécimes, entre eles cnidários, crustáceos e equinodermos. A reprodução destes organismos é uma das prioridades de pesquisa no que tange aos aspectos de conhecimento e manutenção do Centro.

 

Na manhã do dia seis de dezembro, os colaboradores do CI foram surpreendidos por um fato curioso: quando o professor, Olmiro Bochi Brum, zootecnista, junto das acadêmicas do curso de Ciências Biológicas, Eurides Araci Figueiró Gomes e Bibiana Cruz dos Santos, responsáveis pelo local, foram fazer suas observações habituais, verificaram algo intrigante em um dos aquários. Eles identificaram como sendo filhotes de ofiúro(Ophiothrix fragilis), sendo que o referido progenitor(a) é um animal marinho que habitava sozinho este recinto a quase dois anos, como então poderia ter ocorrido esta reprodução?

 

O Ophiurodea é uma classe de equinodermos conhecida como ofiuroides. Sabe-se que ofiúros são animais de sexo separados na sua maioria, contudo, existem casos de hermafroditismo, porém, até o momento não encontramos na literatura nenhum registro de casos de autofecundação desta espécie ou casos de partenogênese, outro tipo de reprodução não relatada nesta espécie.

 

Normalmente a reprodução dos equinodermos é sexuada podendo ser assexuada. Foi encontrado em literaturas registros de outras espécies de animais, o qual ocorreu reprodução por partenogênese. O que intriga os pesquisadores é que sabemos que a reprodução assexuada ocorre em alguns Ofiuroides pelo processo de fissiparidade, onde o disco central divide-se em dois e cada metade forma um animal inteiro por regeneração, porém, este não foi o caso. A maioria dos equinodermos é dioica (indivíduos de sexos diferentes), principalmente os Ofiuroides que tem um sistema reprodutor relativamente simples e intimamente associado com derivações do celoma, suas gônadas são abrigadas em seios genitais revestidos por peritônio.

 

Esses animais possuem de uma a muitas gônadas, presas no peritônio de cada bursa próximo às suas aberturas. Os gametas são liberados nas bursas e, em seguida, liberados para o meio externo pelas suas aberturas. A incubação dos ovos é comum entre os Ofiuroides, contudo, não existe relato de que estes animais possam se reproduzir por partenogênese ou mesmo ocorrer a autofecundação. 

 

“Pesquisadores do Centro Ictiológico da URI agora se esforçam sobremaneira para explicar e comprovar o fenômeno ocorrido”, disse Olmiro.

 


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