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31/03/2017 | 17h18min

Depois de 16 dias chega ao fim a greve dos professores

Decisão ocorreu em assembleia do Cpers/Sindicato. Retorno será na próxima quarta-feira

Foto: Ieda BeltrãoFoto: Ieda Beltrão

Depois de 16 dias chega ao fim a greve dos professores. Decisão ocorreu em assembleia do Cpers/Sindicato, realizada nesta sexta-feira, no Centro de Eventos Casa do Gaúcho, no Parque Harmonia, em Porto Alegre. Porém, a categoria seguirá em estado de greve.

 

Os professores irão retornar aos trabalhos na próxima quarta-feira, acompanhando o calendário de mobilização da Confederação Nacional. Antes, na terça-feira, a categoria promete se concentrar na Praça da Matriz para protestar contra o pacote de ajuste fiscal do governador José Ivo Sartori.

 

A greve dos professores acontecia por conta do permanente parcelamento dos salários dos servidores por parte do governo estadual, além de combate as propostas do governo federal como por exemplo, a alteração da previdência e reforma trabalhista.

 

Ainda nesta sexta, conselheiros do Cpers aprovaram 11 itens que irão nortear a mobilização da categoria nos próximos meses. São eles:

 

1 – Suspender a greve, com calendário forte de mobilização, retornando as atividades na quarta-feira (05/04) condicionada ao acordo de greve do CPERS/Sindicato com o governo pela garantia do pagamento dos dias parados, revertendo os casos de perseguição e respeitando a Lei de Gestão Democrática nas escolas;

2 – Dar continuidade as plenárias de discussão da Reforma da Previdência e demais Reformas, bem como o fortalecimento dos Comitês locais;

3 – Acompanhar o calendário de mobilização da CNTE;

4 – Participar no dia 28 de abril da Greve Geral chamada pelas Centrais Sindicais, Sindicatos, Federações e Confederações;

5 – Realizar paralisação e vigília nos dias de votação das PECs;

6- Realizar escrachos ao Sartori em todos os espaços em que ele estiver;

7 – Continuar com os escrachos aos deputados estaduais e federais nas bases eleitorais;

8 – Realizar marchas temáticas municipais, culminando em marchas estaduais;

9 – Discutir com a categoria a importância do IPE público e de qualidade, devido à eminência do Judiciário em criar um plano próprio de saúde;

10 – Procurar todas as entidades para integrar os comitês locais contra as reformas do governo golpista de Temer e do governo Sartori;

11 – Realizar Moção de Repúdio contra a violência praticada contra os servidores da prefeitura de Cachoeirinha, apoiada pelo prefeito Mike Breier (PSB) e pelo presidente da Câmara de Vereadores, Marco Barbosa.


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