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08/05/2017 | 14h22min

Colheita da safra de grãos está praticamente encerrada no estado

As recentes condições meteorológicas favoreceram a evolução das lavouras.

Colheita chega a 55% da área cultivada e o restante está em fase final de maturação. Foto: Ieda BeltrãoColheita chega a 55% da área cultivada e o restante está em fase final de maturação. Foto: Ieda Beltrão

A colheita de grãos no Rio Grande do Sul está praticamente encerrada, com a soja atingindo 99% da área, o milho, 96% das lavouras, e o arroz, 97%, com algumas poucas lavouras no Sul e Campanha em final de maturação. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater, o feijão da 2ª safra é a única cultura que ainda tem áreas em desenvolvimento. A colheita chega a 55% da área cultivada e o restante está em fase final de maturação. As recentes condições meteorológicas favoreceram a evolução das lavouras.



Quanto às produtividades obtidas nesta safra, todas as culturas apresentaram números superiores ao previsto, projetando uma excelente safra. A estimativa final deverá ser publicada na próxima semana, assim como as primeiras expectativas para a safra de inverno 2017.



Na comercialização, a situação se apresenta de maneira inversa, com os preços registrando valores abaixo dos praticados no ano passado, anulando os ganhos obtidos. É bem provável que o valor bruto da produção deste ano atinja valores semelhantes ou menores. Dessa forma, os agricultores enfrentam problemas na hora de negociar a produção. No milho, por exemplo, além do preço defasado, há problemas de armazenamento, uma vez que a soja tem preferência na ocupação dos silos e armazéns no estado.



Frutas e olerícolas



Citros - Com o final da colheita da bergamota Satsuma, a mais precoce das frutas cítricas, a colheita da bergamota Caí toma impulso no Vale do Caí, em especial nos municípios de Bom Princípio, Brochier, Pareci Novo e São Sebastião do Caí. Essa bergamota é a primeira a ser colhida no grupo das mediterrâneas, que inclui ainda a Pareci e a Montenegrina. O preço médio recebido pelos citricultores por estas primeiras frutas de Caí está em R$ 26,50 a caixa de 25 kg. A bergamota Montenegrina é a mais tardia, e o raleio já está sendo finalizado. O raleio é a retirada de parte das frutas na planta, com o objetivo de evitar a alternância e propiciar um maior desenvolvimento para as frutas que ficam na árvore.



A lima ácida Tahiti, popular limão da caipirinha, tem floração e produção durante todo o ano. Atualmente está no auge da colheita do primeiro semestre. O preço recebido pelo citricultor está em média a R$18,00 por caixa de 25 kg.



Repolho - A cultura se desenvolve sem maiores problemas. No Vale do Caí, a fase é de desenvolvimento vegetativo e colheita. Conforme relato dos produtores, há pouca renovação e formação de novas áreas em função do baixo preço adquirido na última colheita. Apesar da qualidade satisfatória, o excesso de oferta ou a pouca demanda provocam a estagnação do preço e o acúmulo de produtos nas lavouras, inviabilizando a colheita. O preço médio varia de R$ 0,45 a R$ 0,55 a unidade.


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